“O hip-hop não é só uma batida, “Mc´s” a cantar, “B-Boys” a dançar ou pintar as paredes. O hip-hop é comunidade, interacção, uma cultura de amizades, um sentimento quase universal que transpõe as fronteiras da música, mas que usa esta como mecanismo de ligação.”

- Fuse em entrevista para o Libero

Sketch como vês o rap é mais importante que o Graffity logo os teus 50 diapositivos não se sobrepõem aos meus modestos 11. :P

E quem diz é a conceituada revista de música Blitz não sou eu.

Incidente aconteceu durante concerto e deixou rapper americano sem jóia que trazia ao pescoço.

De acordo com o portal de notícias Angonotícias, o rapper americano foi assaltado em pleno concerto, quando um espectador subiu ao palco e lhe tirou o fio que trazia ao pescoço.

Curtis Jackson, verdadeiro nome de 50 Cent, ainda tentou agarrar o larápio, perseguindo-o pelo meio do público.

Não conseguindo os seus propósitos, o homem que em tempos sobreviveu a nove tiros de pistola acabaria por abandonar o palco com os restantes membros da G-Unit, deixando o concerto a meio.

A assistir ao concerto de 50 Cent em Luanda estiveram, de acordo com o Angonotícias, cerca de sete mil pessoas.

Será mal meu, ou isto tem muita piada? Eu costumo rir nas situações mais caricatas que aparecem na televisão mas esta deve ser a mais engraçada de todas.

Ora imaginem um gajo de dois metros de altura e metro e meio de largura a correr atrás de uma simples pessoa que passou pela segurança do concerto e até lhe roubou a jóia, aliás estes pseudo rappers são sempre rodeados de tretas e depois não dizem nada.

Mas agora imaginem um gajo que consegue assaltar o super-homem que até levou 9 tiros e não morreu, é de que tamanho? Daqueles tótos gigantes que andam aos estalinhos e festinhas na Sic Radical?

Que estupidez, que grande segurança, mas o meu padrinho bem diz aquilo está mau mas nunca pensei que tivesse tanto. Comédia radical.

Os Racionais Mcs vêm a Lisboa e ninguém me diz nada, nem acredito que vou perder o melhor concerto de sempre. Tendo em conta que a idade do Brown já não é de um jovem nunca mais os vou ver ao vivo. Só se for mesmo ao Brasil. Que coisa chata, porque é que sou sempre o último a saber das coisas?

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Este não vai falhar. Info daqui.

Álbum de hip hop sobre Fernando Pessoa

A obra de Fernando Pessoa vai servir de pretexo a um álbum de hip hop da responsabilidade de Rui Miguel Abreu e D-Mars.

No disco, participam Sagas, DJ Ride, Rocky Marsiano, Bullet e Sam the Kid. Antes do lançamento do álbum, vão encontrar-se todos em palco no dia 13 de Junho – data em que assinala o nascimento de Fernando Pessoa.

O álbum chega às lojas uma semana depois do concerto.

Estou a fazer uma pausa de escrever para vir voltar a escrever, mas agora escrever à toa, porque estou farto do trabalho de AP, por acaso o tema até me agrada (Arte Urbana), e estou a responder à problematização feita em torno do tema. É interessante porque tenho sempre muito para escrever e nem precisei de recolher muitos dados para responder às questões sei praticamente todas as respostas. Só é pena é que os textos tenham de ser de desenvolvimento, vou estar aqui até amanhã.

Já fiz quatro faltam mais quatro, as piores por sinal. Eis as ditas:

- Poderemos considerar o rap uma “CNN das ruas” ?

- De que modo o rap pode ser considerado uma forma de expressão e uma critica à sociedade?

- Qual a diferença entre hip-hop comercial e underground?

- Como é o rap visto pela sociedade?

“A palavra é quem mais ordena”

Resumo 

- Com a chegada do 25 de Abril, a democracia trouxe com ela o direito de falar, embora isso as politicas de intervenção ficaram esquecidas por uma sociedade capitalista.

- O neo-realismo traz com ele a moderna literatura, e palavras novas que podem ser de desagrado em relação à sociedade.

- Rap significa ritmo e poesia, traduzindo, e as palavras nunca foram tão importantes num estilo musical como neste.

- Nas batalhas de rimas, vence aquele que tiver melhor metáfora, estas servem também para divulgar um certo Mc. O improviso é também muito usado e admirado.

- A fonética, articulação silábica, mensagem e flow são das características mais importantes numa música de rap.

- A ideologia do rap, é mostrar as desigualdades, discriminação racial e ter uma politica sempre de intervenção. Mostram o que vêm e sentem, fazendo músicas com temas por vezes polémicos.

- Muitas vezes o ego é cultivado dentro do rap, mas muitas vezes, outros rappers, fazem precisamente o contrário combatem que cultiva o seu ego.

Comentário

Desde que foi implantada a democracia no nosso país que houve sempre uma tendência para alguns cidadãos pudessem ter politicas de intervenção. Alguns deles são portanto os rappers. O nascimento da nova literatura com recursos a estrangeirismos e palavras calão foram bem empregues às músicas de rap e ao ritmo adjacente ao mesmo. Deram-lhe um sentido revolucionário com “gritos” e palavras de ordem. A ideologia assente em termos de rap é as habituais desigualdades sociais, discriminações, políticas, e muitos outros temas. Mas para variar o rap é sempre alvo de muita contestação devido à sua ligação com o crime pois contem letras arrepiantes, mas isso é errado e só em mentes que não gostam de ver a realidade é que pairam esse tipo de pensamentos.

Resumo

- A variância do rap gangsta rap não se relaciona de todo com o movimento hip-hop.

- As letras violentas servem para mostrar a realidade a quem não quer saber do que se passa nas “ruas”.

- Alguns dos mais referenciados mc’s norte americanos já tiveram problemas com a justiça.

- O gangsta rap tornou-se o estilo mais lucrativo da indústria musical mas, os rappers adaptaram o estilo para poderem comercializar mais os seus álbuns, perdendo-se o essencial da mensagem.

- Este género criticava a violência policial e discriminação racial sentida nas “ruas”.

- Ainda há mc’s que tentam mostrar o gangsta rap ao mundo, mas outros que este era o seu estilo mudou por causa da vida artística.

Comentário

Como já deve ter dado para reparar este estilo musical é sempre muito criticado pois parece incitar à violência, mas não, o estilo tenta mostrar ao máximo a realidade tentando chocar quem ouve este estilo. Não admira que o rap esteja sempre muito associado à marginalidade que se faz sentir em grandes cidades pois os praticantes deste rap, muitas vezes já estiveram envolvidos em actos ilícitos. Mais tarde fez-se uma generalização, o povo começou a gostar da maneira como eram ditas as coisas, e a ver o rap não como fonte de informação mas como divertimento, então estilo de letras de gangsta rap por vezes influenciaram muita gente, tratando-se de modas. A juventude foi afectada, daí a crescente nas vendas. E por isso que sem dúvida que agora se transformou num negócio e o gangsta rap não fugiu à regra, os mais cotados rappers diversificaram deixando de ser tão críticos no seu estilo de rap afim de vender mais, e portanto a sua vida artística permitiu-lhes subir e ficar mais famosos.

Resumo

- O rap e a violência estão associados pois os frequentadores da arte são jovens de bairros sociais que vivem em meios degradados com pobreza e crime.

- Os jovens “permitem” que se deixe associar o rap à violência.

- O rap faz uma análise ao que é vivido nos bairros sociais, desde pobreza, crime e preconceito, com palavras de indignação.

- Muita gente pode considerar o rap violento por causa das letras e não sabe que a letra serve para mostrar a realidade.

- O Mc Assassin acha que o rap serve de uma formação e educação dos jovens e trata-se de uma cultura que dá voz ao povo.

- O rap em países europeus já domina porque os média ajudam na divulgação porque estão controlados.

Comentário

O rap nos tempos que correm e desde os primordiais tem sido vítima de algum acentuado preconceito devido às suas origens e frequentadores. Este artigo foca-se o facto deste género musical ser utilizado por jovens de bairros sociais que por vezes se tornam violentos. Mas se formos a ver o artigo tenta mostrar e idealizar outra patente que acha que a forma violenta da lírica é assim feita para tentar dar alguma formação e mostrar o caminho errado que não deve ser seguido, aos seus ouvintes. E que por mais que se tente divulgar que o rap é uma apologia ao crime, isso não passa de uma errónea hipótese.

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